Linguagem inclusiva em redes sociais (marcas)

Usuarixs, usuari@s e usuários

A ortografia e as redes sociais nunca foram o que se fala, melhores amigas. Nos últimos anos muitas pessoas têm se unido à guerrilha ortográfica da internet, apontando para cada b ou v errada no Twitter, mas a maioria continua fazendo mais ou menos o que lhe dá a ganhar. E muito bem que fazem.

Por isso, se alguém tiver deixado internet durante os últimos dois anos (não é culpado), você provavelmente não vai surpreenda a sua volta que tenha um monte de gente jovem, escrevendo ‘chic@s’, ‘amigues’ ou ‘trabajadorxs’. Será uma daquelas modas ortográficas, como as maiúsculas iNteRcalADas, não é? Mas no momento que você vê que pessoas já com cabelos brancos e até mesmo empresas reconhecidas estão falando bem raro, começará a pensar que aqui está acontecendo alguma coisa.

⬆ Ainda tape, Raphael é um daqueles senhores brancos ⬆

O que é que é isso da linguagem inclusiva?

Pois sim, aqui acontece uma coisa: essas pessoas/organizações estão utilizando a linguagem inclusiva. Dirão que bom, isso não deixa de ser também uma forma ortográfica progre, não é? A realidade é que a linguagem inclusiva é uma forma de reivindicar a igualdade de género, através da linguagem, incluindo nele também, a população feminina para não invisibilizarla. Pode ser que seja uma moda, sim, mas agora é trending topic no mundo online.

É um recurso bastante simples de compreender, identificar e usar. Consiste em substituir ou transformar as palavras sensíveis de excluir as mulheres, em outras, que as incluem. Isto pode ser feito de diferentes formas, tanto na linguagem oral como o escrito:

  • Substituição por uma expressão inclusiva. Olá a todos, > Olá a todo o mundo
  • Duplicação do gênero da palavra. Olá a todos, > Olá a todos e a todas
  • Transformação com um símbolo. Olá a todos, > Olá para tod@s / Olá a todos / Olá a todes

Como podemos fazer isso?

Algumas dessas formasnão são corretas aos olhos da R. A. E, pois “o uso genérico do masculino” supõe-se que é suficiente para incluir ambos os gêneros. As pessoas que defendem o uso da linguagem inclusiva defendem que não é suficiente, e consideram mais importante desta forma de lutar pela igualdade de gênero, que as regras de uma entidade que, ao fim e ao cabo, não é dona da língua castelhana.

O que pintam aqui as marcas?

Se há algo em que podemos estar de acordo em que a sociedade está mudando muito, e a maioria das empresas estão tentando adaptar (como ser) a essa transformação. Neste novo paradigma

Na Espanha de 2018, referência mundial em termos de sensibilização contra a desigualdade de gênero, o que marca não conta com a igualdade entre os valores que defende?

Neste mundo interconectado, em que as empresas estão mais expostas do que nunca, tudo o que faz ou diz uma marca comunica seus valores. E por isso, devem começar a perguntar pela linguagem inclusiva: porque o que façam ou deixem de fazer em relação a isso vai determinar a mensagem que enviam para a sociedade.

Alguns foram movidos guia, começando a usá-lo em suas redes sociais. Continuam a ser uma pequena minoria, e, às vezes, ficam com uma parte de seu público não muito feliz com essas mensagens, mas é uma tendência a observar.

E o que devo fazer?

Pode ser que isso fique em uma forma ortográfica, como bromeábamos ao princípio. Também é possível que, como tanto mudou a forma como as marcas nos últimos anos, também nisto se transformem todas, e às redes de amanhã estejam cheias de ” x ” e arrobas por uma boa causa. Desde então, desde 40deFiebre não vamos dizer a ninguém como tem que pensar ou falar.

O que podemos afirmar é que o melhor para uma marca é decidir o que quer comunicar-se em suas redes e como fazê-lo, valorizando-se usar ou não esse tipo de linguagem.

Então eu disse: adeus a… todo o mundo!

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